Na edição de 22 de fevereiro do jornal “Metal”, no seu editorial, o presidente da direção da AIMMAP, Aníbal Campos, sublinhou o seu aplauso a duas iniciativas legislativas do governo, ambas da responsabilidade do Ministério da Economia e do Emprego.
Tanto uma medida como outra reportam-se ao acesso ao subsídio de desemprego: a primeira relativamente a gestores e empresários e a segunda no contexto de acordos de cessação de contratos de trabalho.
Ambas as medidas têm um profundo significado e são naturalmente muito caras ao mundo empresarial.
Considerando tais circunstâncias e tendo ainda em conta a acuidade da intervenção do presidente da AIMMAP, transcreve-se nas linhas subsequentes o editorial em apreço.
"Duas medidas positivas
O atual governo concretizou no passado mês de janeiro duas medidas que merecem o nosso aplauso – ambas no domínio do acesso ao subsídio de desemprego.
No interior desta edição, é dedicada alguma atenção a cada uma dessas duas iniciativas. Mas independentemente disso, da mesma forma que não nos coibimos de censurar aquilo que é mal feito, temos todo o gosto em enfatizar o que é feito de positivo.
Nesse sentido, começo por aplaudir o facto de finalmente ter sido consagrada legalmente a possibilidade de ser atribuído o subsídio de desemprego a empresários e membro dos órgãos sociais das pessoas coletivas.
Estes eram os únicos cidadãos a quem o Estado recusava pagar o subsídio de desemprego. Nunca nos conformámos com essa verdadeira iniquidade e sempre lutámos no sentido de a eliminar.
Foi agora finalmente feita justiça. Orgulhamo-nos por ter contribuído com o nosso esforço para a obtenção deste resultado. E faço questão de saudar muito particularmente António Saraiva, o qual, enquanto Presidente da CIP, foi o principal responsável pela implementação desta medida. Com a sua determinação e empenho no processo negocial que precedeu a aprovação desta medida em sede de concertação social, a CIP honrou uma vez o mais o seu compromisso de contribuir para a dignificação dos empresários portugueses. E em consequência disso, pelo menos neste domínio, os empresários deixarão de ser tratados pelo Estado como portugueses de segunda.
O Ministro Álvaro Santos Pereira é igualmente merecedor de reconhecimento. Não obstante esta matéria tivesse sido acordada em concertação social durante a anterior legislatura, a verdade é que foi no mandato do atual Ministro da Economia e do Emprego que finalmente se desbloqueou o assunto. Ainda que seja certo que, aparentemente, a medida aqui em causa apenas será suscetível de produzir efeitos práticos daqui a dois anos.
A segunda medida positiva a que agora me quero reportar tem a chancela de protagonistas semelhantes. Também aqui o Ministro Álvaro Santos Pereira e os parceiros sociais em geral tiveram um papel da maior importância.
Refiro-me concretamente à criação da figura, para efeitos de caracterização de desemprego voluntário, do acordo de cessação de contrato de trabalho subordinado ao objetivo de reforço da qualificação e capacidade técnica das empresas.
Nos termos dessa nova figura, o trabalhador cujo contrato cesse por acordo terá direito a receber subsídio de desemprego desde que a entidade empregadora admita, até ao final do mês subsequente, um novo trabalhador para posto de trabalho a que corresponda o exercício de atividade de complexidade técnica, elevado grau de responsabilidade ou que pressuponha uma especial qualificação.
A condição indispensável para tal efeito é a de que o novo trabalhador seja admitido através de contrato sem termo e a tempo completo.
Mas em contrapartida, verifica-se que o acesso ao subsídio de desemprego, por parte de trabalhadores abrangidos por cessações de contrato de trabalho efetuadas ao abrigo desta figura, não estará condicionado por quotas ou limites.
Este novo regime tem todas as condições para se transformar num instrumento de grande utilidade para empresas que pretendam modernizar-se e reforçar a respetiva capacitação.
E não há quaisquer dúvidas de que a criação desta medida é o resultado de uma excelente negociação em que todos os envolvidos ficam a ganhar.
Do lado das empresas, potencia-se a sua modernização.
No que concerne aos trabalhadores, não só se facilita o acesso dos menos motivados ao subsídio de desemprego como se contribui para uma mais rápida inserção no mercado de trabalho de outros mais qualificados.
E quanto ao Estado, tem todas as condições para reduzir os encargos em prestações sociais ao mesmo tempo que ajuda a injetar sangue novo na economia.
Como sempre, a concertação social funcionou. Só é pena que por vezes alguns responsáveis governamentais esqueçam isso.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Um governo que não faz oposição à troika
Na edição de 25 de janeiro do jornal “Metal”, o presidente da direção da AIMMAP, Aníbal Campos, no editorial respetivo, lamentou que o governo português esteja a ser pouco assertivo na sua articulação com a troika.
Efetivamente, o governo parece submeter-se a tudo o que lhe é sugerido pelos técnicos da troika, desresponsabilizando-se da missão de governar.
Atendendo à pertinência das palavras do presidente da AIMMAP, transcreve-se nas linhas subsequentes o editorial em apreço.
"Será que a culpa é sempre da troika?
Está a iniciar-se um novo ano civil e como sempre são muitas as expectativas e ainda mais as apreensões.
O nosso país está a sofrer enormes dificuldades, sendo sistematicamente fustigado por medidas que penalizam as empresas, as famílias e mesmo a economia no seu todo.
Infelizmente, conhecendo-se o orçamento aprovado para 2013 e adivinhando-se a emergência de novas medidas draconianas não parece haver grande margem para esperança.
Não temos dúvidas de que o governo português estará empenhado em fazer o melhor que pode e sabe para ajudar a resolver os graves problemas do país.
Apesar disso, parece haver necessidade de uma profunda alteração de postura por parte do governo.
Com efeito, como digo atrás, o governo faz o que pode e sabe. Mas não obstante, começa a ser cada vez mais claro que talvez tenhamos chegado a um momento em que será necessário que o governo possa e saiba um pouco mais.
A responsabilidade pela sucessão de medidas com que a economia e a sociedade vão sendo esmagadas tem sido recorrentemente imputada à troika. Tudo o que nos acontece de mau é alegadamente culpa da troika. E ao que parece o governo não tem culpa de nada porque lhe são sempre impostas as receitas subscritas pela troika.
Mas será que assim é? Será que a culpa é sempre e só da troika?
Tenho muitas dúvidas de que o seja. Os representantes da troika – particularmente os do FMI -, são técnicos experimentadíssimos em intervenções em países em crise nos quatro cantos do mundo.
Nesse sentido, têm seguramente um cardápio de diferentes soluções para distintos tipos e dimensões de crises.
Mas não são seguramente infalíveis. Por muito competentes que sejam, correm o risco de errar. E para tal efeito precisam de ter no governo português interlocutores competentes e corajosos que os ajudem a adaptar à realidade portuguesa as soluções teóricas que preconizam.
Porém, a ideia que se torna cada vez mais nítida é a de que nosso governo, com a sua postura simultaneamente voluntarista e timorata, raramente questiona o que lhe é sugerido pelo técnicos da troika.
É precisamente por isso que quase todas medidas de austeridade com que somos confrontados têm a assinatura e a impressão digital da troika.
Mas não significa isso que a culpa seja só da troika. A verdade é que, nunca sendo questionados quanto à eficácia das suas sugestões, os representantes da troika nem sequer têm a possibilidade de aprimorar as medidas que acabam por ser aplicadas aos portugueses.
Com a obsessão de ser um bom aluno e um bom exemplo, o governo está na prática a demitir-se de fazer aquilo para que foi eleito: governar o país.
E está a subcontratar essa missão a um conjunto de técnicos cuja vocação parece ser muito mais básica.
A minha esperança para 2013 é a de que o governo desperte de uma vez por todas. Que assuma a responsabilidade de governar. Que faça oposição à troika. E que remeta os técnicos da troika para o lugar de assessores que lhes incumbe.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
Efetivamente, o governo parece submeter-se a tudo o que lhe é sugerido pelos técnicos da troika, desresponsabilizando-se da missão de governar.
Atendendo à pertinência das palavras do presidente da AIMMAP, transcreve-se nas linhas subsequentes o editorial em apreço.
"Será que a culpa é sempre da troika?
Está a iniciar-se um novo ano civil e como sempre são muitas as expectativas e ainda mais as apreensões.
O nosso país está a sofrer enormes dificuldades, sendo sistematicamente fustigado por medidas que penalizam as empresas, as famílias e mesmo a economia no seu todo.
Infelizmente, conhecendo-se o orçamento aprovado para 2013 e adivinhando-se a emergência de novas medidas draconianas não parece haver grande margem para esperança.
Não temos dúvidas de que o governo português estará empenhado em fazer o melhor que pode e sabe para ajudar a resolver os graves problemas do país.
Apesar disso, parece haver necessidade de uma profunda alteração de postura por parte do governo.
Com efeito, como digo atrás, o governo faz o que pode e sabe. Mas não obstante, começa a ser cada vez mais claro que talvez tenhamos chegado a um momento em que será necessário que o governo possa e saiba um pouco mais.
A responsabilidade pela sucessão de medidas com que a economia e a sociedade vão sendo esmagadas tem sido recorrentemente imputada à troika. Tudo o que nos acontece de mau é alegadamente culpa da troika. E ao que parece o governo não tem culpa de nada porque lhe são sempre impostas as receitas subscritas pela troika.
Mas será que assim é? Será que a culpa é sempre e só da troika?
Tenho muitas dúvidas de que o seja. Os representantes da troika – particularmente os do FMI -, são técnicos experimentadíssimos em intervenções em países em crise nos quatro cantos do mundo.
Nesse sentido, têm seguramente um cardápio de diferentes soluções para distintos tipos e dimensões de crises.
Mas não são seguramente infalíveis. Por muito competentes que sejam, correm o risco de errar. E para tal efeito precisam de ter no governo português interlocutores competentes e corajosos que os ajudem a adaptar à realidade portuguesa as soluções teóricas que preconizam.
Porém, a ideia que se torna cada vez mais nítida é a de que nosso governo, com a sua postura simultaneamente voluntarista e timorata, raramente questiona o que lhe é sugerido pelo técnicos da troika.
É precisamente por isso que quase todas medidas de austeridade com que somos confrontados têm a assinatura e a impressão digital da troika.
Mas não significa isso que a culpa seja só da troika. A verdade é que, nunca sendo questionados quanto à eficácia das suas sugestões, os representantes da troika nem sequer têm a possibilidade de aprimorar as medidas que acabam por ser aplicadas aos portugueses.
Com a obsessão de ser um bom aluno e um bom exemplo, o governo está na prática a demitir-se de fazer aquilo para que foi eleito: governar o país.
E está a subcontratar essa missão a um conjunto de técnicos cuja vocação parece ser muito mais básica.
A minha esperança para 2013 é a de que o governo desperte de uma vez por todas. Que assuma a responsabilidade de governar. Que faça oposição à troika. E que remeta os técnicos da troika para o lugar de assessores que lhes incumbe.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Os efeitos da contração do setor automóvel na indústria metalúrgica e metalomecânica nacional
No editorial da edição de 30 de novembro do jornal “Metal”, o presidente da direção da AIMMAP, Aníbal Campos, manifestou a sua preocupação face à desaceleração significativa que começa a ser evidente na produção europeia de automóveis.
Alertou muito particularmente para o facto de essa contração poder ter efeitos altamente negativos em muitas empresas portuguesas do setor metalúrgico e metalomecânico, as quais têm como principal cliente, direta ou indiretamente, a indústria automóvel europeia.
Considerando a enorme importância do assunto, publica-se em seguida o editorial em causa.
"Os efeitos da contração da indústria automóvel no setor metalúrgico e metalomecânico
Apesar da gravíssima crise económica que afeta Portugal em particular e a União Europeia em geral, a performance do setor metalúrgico e metalomecânico continua a ser altamente positiva.
Os números relativos ao presente ano de 2012 serão seguramente excelentes. Prevê-se que o volume de negócios seja praticamente de 27 mil milhões de euros e que as exportações ultrapassem os 13 mil milhões de euros.
Estes dados são elucidativos da resiliência deste setor e fazem justiça ao trabalho que as suas empresas têm feito no sentido de se modernizar e internacionalizar.
Tem de se reconhecer não obstante que os bons números do setor foram igualmente potenciados pelo crescimento da indústria automóvel europeia nos anos mais recentes.
Na verdade, esse crescimento acabou por ser um verdadeiro catalisador dos índices de produção da nossa indústria.
E não nos reportamos apenas nesse âmbito aos fabricantes de veículos ou de componentes.
Com efeito, tem havido um conjunto alargado de subsetores onde as respetivas empresas se orientaram prioritariamente para fazer face às necessidades e à procura da indústria automóvel europeia.
Referimo-nos também, para além daqueles, a tecnologias de produção, indústrias de fundição, empresas de subcontratação, fabricantes de moldes, produtores de ferramentas e até gabinetes de engenharia e projeto.
Muitas dessas empresas, embora trabalhando transversalmente para várias outras indústrias, estão atualmente muito centradas em encomendas oriundas, direta ou indiretamente, das principais marcas automóveis do nosso continente.Sucede que, infelizmente, começa a haver fortes sinais de contração do setor automóvel na Europa.
Caso essa tendência se agrave, será responsável temer-se um forte abrandamento do crescimento da indústria metalúrgica e metalomecânica nacional.
É pois importante que sejam tomadas medidas que antecipem as consequências negativas que advirão de tal eventualidade.
Na verdade, poderá haver perdas de postos de trabalho e até encerramento de empresas. E o setor mais importante da indústria transformadora portuguesa correrá o risco de ser fortemente abalado, com inevitável impacto no volume de exportações nacionais.
As empresas devem estar preparadas para eventuais cenários negativos e tentar reagir em antecipação, diversificando mercados e até mesmo a sua oferta produtiva.
Independentemente disso, cabe uma palavra de especial responsabilidade ao governo português e às entidades públicas de suporte à indústria.
É fundamental que o governo nacional encare de frente esta realidade. E é verdadeiramente urgente que conceba, em conjunto com os representantes das empresas, uma estratégia realista no sentido de proteger aquele que é hoje em dia o principal alicerce da economia nacional.
Fica aqui lançado o desafio, na expectativa de que estas palavras não caiam em saco roto.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
Alertou muito particularmente para o facto de essa contração poder ter efeitos altamente negativos em muitas empresas portuguesas do setor metalúrgico e metalomecânico, as quais têm como principal cliente, direta ou indiretamente, a indústria automóvel europeia.
Considerando a enorme importância do assunto, publica-se em seguida o editorial em causa.
"Os efeitos da contração da indústria automóvel no setor metalúrgico e metalomecânico
Apesar da gravíssima crise económica que afeta Portugal em particular e a União Europeia em geral, a performance do setor metalúrgico e metalomecânico continua a ser altamente positiva.
Os números relativos ao presente ano de 2012 serão seguramente excelentes. Prevê-se que o volume de negócios seja praticamente de 27 mil milhões de euros e que as exportações ultrapassem os 13 mil milhões de euros.
Estes dados são elucidativos da resiliência deste setor e fazem justiça ao trabalho que as suas empresas têm feito no sentido de se modernizar e internacionalizar.
Tem de se reconhecer não obstante que os bons números do setor foram igualmente potenciados pelo crescimento da indústria automóvel europeia nos anos mais recentes.
Na verdade, esse crescimento acabou por ser um verdadeiro catalisador dos índices de produção da nossa indústria.
E não nos reportamos apenas nesse âmbito aos fabricantes de veículos ou de componentes.
Com efeito, tem havido um conjunto alargado de subsetores onde as respetivas empresas se orientaram prioritariamente para fazer face às necessidades e à procura da indústria automóvel europeia.
Referimo-nos também, para além daqueles, a tecnologias de produção, indústrias de fundição, empresas de subcontratação, fabricantes de moldes, produtores de ferramentas e até gabinetes de engenharia e projeto.
Muitas dessas empresas, embora trabalhando transversalmente para várias outras indústrias, estão atualmente muito centradas em encomendas oriundas, direta ou indiretamente, das principais marcas automóveis do nosso continente.Sucede que, infelizmente, começa a haver fortes sinais de contração do setor automóvel na Europa.
Caso essa tendência se agrave, será responsável temer-se um forte abrandamento do crescimento da indústria metalúrgica e metalomecânica nacional.
É pois importante que sejam tomadas medidas que antecipem as consequências negativas que advirão de tal eventualidade.
Na verdade, poderá haver perdas de postos de trabalho e até encerramento de empresas. E o setor mais importante da indústria transformadora portuguesa correrá o risco de ser fortemente abalado, com inevitável impacto no volume de exportações nacionais.
As empresas devem estar preparadas para eventuais cenários negativos e tentar reagir em antecipação, diversificando mercados e até mesmo a sua oferta produtiva.
Independentemente disso, cabe uma palavra de especial responsabilidade ao governo português e às entidades públicas de suporte à indústria.
É fundamental que o governo nacional encare de frente esta realidade. E é verdadeiramente urgente que conceba, em conjunto com os representantes das empresas, uma estratégia realista no sentido de proteger aquele que é hoje em dia o principal alicerce da economia nacional.
Fica aqui lançado o desafio, na expectativa de que estas palavras não caiam em saco roto.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
As alterações ao contrato coletivo de trabalho
Na edição de 26 de outubro do “Metal”, no respetivo editorial, o presidente da direção da AIMMAP, Aníbal Campos, partilhou algumas reflexões relevantes a propósito do acordo celebrado em sede de contratação coletiva entre a AIMMAP e o SINDEL.
Nomeadamente, explicou a estratégia negocial da AIMMAP bem como as mais importantes linhas do acordo em causa.
Tendo presente a relevância do assunto, publica-se em seguida o editorial em causa.
"Uma nota explicativa sobre o acordo com o SINDEL
No interior desta edição do Metal é publicado um artigo de informação sobre os mais importantes contornos do acordo recentemente celebrado entre a AIMMAP e o SINDEL em sede de contratação coletiva.
No essencial, esse trabalho corresponde ao texto oportunamente enviado a todos os associados da AIMMAP no passado dia 24 de outubro, ou seja, logo que o acordo em causa foi formalizado.
Estamos certos de que as empresas associadas na AIMMAP compreenderam já todo o alcance do acordo, bem como as respetivas consequências.
Independentemente disso – e sem prejuízo de continuarem os serviços da AIMMAP totalmente disponíveis para esclarecer os associados a este propósito -, gostaria de aproveitar esta oportunidade para partilhar algumas reflexões sobre este importante tema.
Em primeiro lugar importa explicar a razão de ser do acordo neste preciso momento.
A esse respeito, suscitam-se duas questões. A primeira decorre do facto de, caso este acordo não fosse agora outorgado, poder o nosso contrato coletivo vir a ser denunciado pelos sindicatos.
Tendo em conta a importância do referido contrato coletivo para a competitividade das nossas empresas, tal circunstância, por si só, seria sempre determinante para que o acordo devesse agora ser efetuado.
A outra questão prende-se com o facto de, para além disso, corresponder este acordo ao cumprimento de um compromisso assumido em 2010: a unificação das duas tabelas salariais existentes numa só.
Esse compromisso – que havia sido já enunciado muito antes -, foi também uma razão decisiva para este acordo.
Uma segunda reflexão que me parece importante partilhar reporta-se à delimitação do acordo.
Ora, é bom que fique claro antes de mais nada que, não obstante o supra exposto, ainda assim a AIMMAP entendeu não haver neste momento quaisquer condições para aumentos salariais generalizados.
Nesse sentido, a até agora denominada Tabela II, aplicável à esmagadora maioria dos trabalhadores ao serviço nas empresas filiadas na AIMMAP, não foi objeto de qualquer atualização na quase totalidade dos graus salariais.
Na verdade, nesse âmbito, foi feita apenas uma atualização do salário mínimo para o setor, o qual passou a ser o de € 500,00.
Significa isso que, relativamente à supra citada Tabela II, apenas os trabalhadores cujos salários sejam inferiores a € 500,00 é que verão as respetivas retribuições aumentadas.
É verdade ainda assim que o acordo passa também por mais duas vertentes. Uma delas refere-se ao facto de ter sido abolida a até agora designada Tabela I, a qual previa valores inferiores aos da Tabela II para os mesmos graus salariais.
Essa Tabela I era aplicável às empresas com menor faturação e estava a ser aplicada efetivamente a apenas cerca de 300 trabalhadores. Que são exatamente aqueles que no nosso setor auferem as retribuições mais baixas.
A outra vertente, reporta-se a uma atualização do subsídio de refeição de € 4,00 para € 4,20, três anos depois de aquele valor ter sido fixado.
Explicada a razão de ser do acordo bem como a respetiva delimitação, gostaria de deixar explicada qual foi a nossa estratégia.
E essa assentou essencialmente em três pilares:
1. Continuação em vigor do clausulado do contrato coletivo.
2. Manutenção dos valores de referência para os salários da esmagadora maioria dos nossos trabalhadores, tal como foram fixados em 2010, com apenas uma atualização no subsídio de refeição.
3. Ajustamento dos salários mais baixos do setor, como forma de compensar ligeiramente os mais desfavorecidos.
Estes são assim os eixos em que assentou a nossa estratégia negocial. Assumimos frontalmente essa estratégia e consideramos que o resultado obtido cumpre os principais objetivos a que nos propusemos, no sentido não só de se assegurar a manutenção das condições indispensáveis para que as nossas empresas possam ser competitivas bem como de garantir no setor os desejáveis parâmetros de harmonia e paz social.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
Nomeadamente, explicou a estratégia negocial da AIMMAP bem como as mais importantes linhas do acordo em causa.
Tendo presente a relevância do assunto, publica-se em seguida o editorial em causa.
"Uma nota explicativa sobre o acordo com o SINDEL
No interior desta edição do Metal é publicado um artigo de informação sobre os mais importantes contornos do acordo recentemente celebrado entre a AIMMAP e o SINDEL em sede de contratação coletiva.
No essencial, esse trabalho corresponde ao texto oportunamente enviado a todos os associados da AIMMAP no passado dia 24 de outubro, ou seja, logo que o acordo em causa foi formalizado.
Estamos certos de que as empresas associadas na AIMMAP compreenderam já todo o alcance do acordo, bem como as respetivas consequências.
Independentemente disso – e sem prejuízo de continuarem os serviços da AIMMAP totalmente disponíveis para esclarecer os associados a este propósito -, gostaria de aproveitar esta oportunidade para partilhar algumas reflexões sobre este importante tema.
Em primeiro lugar importa explicar a razão de ser do acordo neste preciso momento.
A esse respeito, suscitam-se duas questões. A primeira decorre do facto de, caso este acordo não fosse agora outorgado, poder o nosso contrato coletivo vir a ser denunciado pelos sindicatos.
Tendo em conta a importância do referido contrato coletivo para a competitividade das nossas empresas, tal circunstância, por si só, seria sempre determinante para que o acordo devesse agora ser efetuado.
A outra questão prende-se com o facto de, para além disso, corresponder este acordo ao cumprimento de um compromisso assumido em 2010: a unificação das duas tabelas salariais existentes numa só.
Esse compromisso – que havia sido já enunciado muito antes -, foi também uma razão decisiva para este acordo.
Uma segunda reflexão que me parece importante partilhar reporta-se à delimitação do acordo.
Ora, é bom que fique claro antes de mais nada que, não obstante o supra exposto, ainda assim a AIMMAP entendeu não haver neste momento quaisquer condições para aumentos salariais generalizados.
Nesse sentido, a até agora denominada Tabela II, aplicável à esmagadora maioria dos trabalhadores ao serviço nas empresas filiadas na AIMMAP, não foi objeto de qualquer atualização na quase totalidade dos graus salariais.
Na verdade, nesse âmbito, foi feita apenas uma atualização do salário mínimo para o setor, o qual passou a ser o de € 500,00.
Significa isso que, relativamente à supra citada Tabela II, apenas os trabalhadores cujos salários sejam inferiores a € 500,00 é que verão as respetivas retribuições aumentadas.
É verdade ainda assim que o acordo passa também por mais duas vertentes. Uma delas refere-se ao facto de ter sido abolida a até agora designada Tabela I, a qual previa valores inferiores aos da Tabela II para os mesmos graus salariais.
Essa Tabela I era aplicável às empresas com menor faturação e estava a ser aplicada efetivamente a apenas cerca de 300 trabalhadores. Que são exatamente aqueles que no nosso setor auferem as retribuições mais baixas.
A outra vertente, reporta-se a uma atualização do subsídio de refeição de € 4,00 para € 4,20, três anos depois de aquele valor ter sido fixado.
Explicada a razão de ser do acordo bem como a respetiva delimitação, gostaria de deixar explicada qual foi a nossa estratégia.
E essa assentou essencialmente em três pilares:
1. Continuação em vigor do clausulado do contrato coletivo.
2. Manutenção dos valores de referência para os salários da esmagadora maioria dos nossos trabalhadores, tal como foram fixados em 2010, com apenas uma atualização no subsídio de refeição.
3. Ajustamento dos salários mais baixos do setor, como forma de compensar ligeiramente os mais desfavorecidos.
Estes são assim os eixos em que assentou a nossa estratégia negocial. Assumimos frontalmente essa estratégia e consideramos que o resultado obtido cumpre os principais objetivos a que nos propusemos, no sentido não só de se assegurar a manutenção das condições indispensáveis para que as nossas empresas possam ser competitivas bem como de garantir no setor os desejáveis parâmetros de harmonia e paz social.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O crescimento das exportações do setor metalúrgico e metalomecânico
No editorial do “Metal” publicado como suplemento da edição de 28 de setembro de 2012 do jornal “Vida Económica”, o presidente da direção da AIMMAP, Aníbal Campos, congratulou-se com os bons resultados das exportações do setor metalúrgico e metalomecânico no primeiro semestre de 2012.
Sublinhou de modo muito particular o facto de as referidas exportações estarem a aumentar fundamentalmente nos países fora da União Europeia, o que corresponde a uma crescente diversificação dos destinos.
Essa é naturalmente uma boa notícia, na medida em que permite que, a prazo, seja reduzida a dependência das nossas empresas face aos seus mercados tradicionais.
Atendendo à importância do texto em apreço, transcreve-se nas linhas subsequentes o conteúdo do referido editorial.
"Diversificação dos mercados de exportação
A AIMMAP tem efetuado mensalmente sucessivos estudos de análise ao comércio internacional no âmbito do setor metalúrgico e metalomecânico, analisando de forma detalhada a evolução não só das exportações das nossas empresas como também das importações de produtos e equipamentos metalúrgicos e metalomecânicos.
Na presente edição do Metal é publicada uma síntese de mais um desses estudos, o qual se reportou a todo o primeiro semestre de 2012.
Especificamente no que concerne às exportações, há algumas conclusões importantes suscetíveis de serem extraídas dos diversos estudos efetuados e muito particularmente deste último.
O primeiro dado a reter é o facto de as nossas vendas ao exterior estarem a crescer de forma sustentada. Depois de crescimentos de 14% em 2010 e de 18% em 2011, nos primeiros seis meses do presente ano as exportações cresceram mais cerca de 9%.
Este é seguramente um facto altamente animador, o qual, sendo acompanhado de um substancial decréscimo das importações no mesmo período, permite acalentar a esperança de que a balança comercial do setor venha a ser positiva em 2012.
Um segundo ponto a sublinhar, tem a ver com o facto de, aparentemente, o crescimento das exportações estar abrandar. Na verdade, embora continuemos a crescer, deve reconhecer-se que já não estamos a crescer com a mesma intensidade. Não é um dado negativo e nem sequer preocupante. Mas é bom que o tenhamos presente.
Um terceiro aspeto a merecer reflexão reporta-se à circunstância de a esmagadora maioria das nossas exportações se destinar a países da União Europeia, com especial destaque para Espanha, Alemanha e França.
A este propósito, se por um lado é positivo que os nossos produtos sejam competitivos nos mercados mais exigentes, pode ser por outro lado inquietante que estejamos tão dependentes de uma só zona geográfica. Particularmente, quando se constata que alguns desses clientes tradicionais estão a atravessar um período relativamente difícil, como é o caso emblemático daquele que é o nosso principal destino: a Espanha.
A quarta e derradeira conclusão que aqui gostaria de enfatizar reporta-se ao facto de, não obstante o acima referido a propósito da nossa dependência relativamente aos países da União Europeia, começar a ser visível uma tendência de diversificação dos destinos.
Na verdade, o já mencionado aumento de 9% das nossas vendas ao exterior foi conseguido na sua totalidade à custa de ganhos de quotas de mercado em países fora da União Europeia.
Na União Europeia, os valores de 2012 são praticamente idênticos aos do ano transato, não tendo havido qualquer crescimento.
Já fora desse espaço geográfico, a variação dos números foi claramente em sentido ascendente, tendo sido registado um crescimento superior a 50%.
Houve subidas verdadeiramente notáveis em países do Médio Oriente, como por exemplo a Arábia Saudita (54,3%), o Kuwait (2062%), o Egito (51,3%) ou Israel (68,1%).
E também em países da América do Sul, como a Argentina (105%), o Brasil (67%), a Colômbia (228%), o Peru (68,5%) ou a Venezuela (479%).
Estes números não têm paralelo com nenhum dos anos anteriores. Na maior parte dos casos, trata-se de mercados que apenas agora as empresas estão a conseguir desbravar.
As nossas empresas estão claramente a evoluir no bom caminho. Perceberam a tempo que não poderiam estar concentradas em clientes europeus e trataram de explorar novos mercados.
Os números revelados no estudo a que aqui faço referência, indiciam que as empresas começam a colher os frutos do seu trabalho de prospeção.
Enquanto Presidente da Direção da AIMMAP faço questão de saudar este notável resultado dos nossos exportadores, estimulando-os a prosseguir a afirmação dessa estratégia de diversificação dos destinos das suas exportações. E gostaria também de incentivar aqueles que eventualmente estejam um pouco mais atrasados nesse processo a seguir e até a copiar os bons exemplos a que possam ter acesso.
A AIMMAP aqui estará sempre disponível para apoiar as suas empresas, também neste domínio específico.
Ninguém melhor do que nós poderá conseguir colocar as empresas em contacto umas com as outras no sentido de partilharem experiências e criarem sinergias.
Já o temos feito inúmeras vezes nos mais diversos domínios e inclusivamente na área da internacionalização. Mas queremos ser desafiados a fazer cada vez e melhor.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
Sublinhou de modo muito particular o facto de as referidas exportações estarem a aumentar fundamentalmente nos países fora da União Europeia, o que corresponde a uma crescente diversificação dos destinos.
Essa é naturalmente uma boa notícia, na medida em que permite que, a prazo, seja reduzida a dependência das nossas empresas face aos seus mercados tradicionais.
Atendendo à importância do texto em apreço, transcreve-se nas linhas subsequentes o conteúdo do referido editorial.
"Diversificação dos mercados de exportação
A AIMMAP tem efetuado mensalmente sucessivos estudos de análise ao comércio internacional no âmbito do setor metalúrgico e metalomecânico, analisando de forma detalhada a evolução não só das exportações das nossas empresas como também das importações de produtos e equipamentos metalúrgicos e metalomecânicos.
Na presente edição do Metal é publicada uma síntese de mais um desses estudos, o qual se reportou a todo o primeiro semestre de 2012.
Especificamente no que concerne às exportações, há algumas conclusões importantes suscetíveis de serem extraídas dos diversos estudos efetuados e muito particularmente deste último.
O primeiro dado a reter é o facto de as nossas vendas ao exterior estarem a crescer de forma sustentada. Depois de crescimentos de 14% em 2010 e de 18% em 2011, nos primeiros seis meses do presente ano as exportações cresceram mais cerca de 9%.
Este é seguramente um facto altamente animador, o qual, sendo acompanhado de um substancial decréscimo das importações no mesmo período, permite acalentar a esperança de que a balança comercial do setor venha a ser positiva em 2012.
Um segundo ponto a sublinhar, tem a ver com o facto de, aparentemente, o crescimento das exportações estar abrandar. Na verdade, embora continuemos a crescer, deve reconhecer-se que já não estamos a crescer com a mesma intensidade. Não é um dado negativo e nem sequer preocupante. Mas é bom que o tenhamos presente.
Um terceiro aspeto a merecer reflexão reporta-se à circunstância de a esmagadora maioria das nossas exportações se destinar a países da União Europeia, com especial destaque para Espanha, Alemanha e França.
A este propósito, se por um lado é positivo que os nossos produtos sejam competitivos nos mercados mais exigentes, pode ser por outro lado inquietante que estejamos tão dependentes de uma só zona geográfica. Particularmente, quando se constata que alguns desses clientes tradicionais estão a atravessar um período relativamente difícil, como é o caso emblemático daquele que é o nosso principal destino: a Espanha.
A quarta e derradeira conclusão que aqui gostaria de enfatizar reporta-se ao facto de, não obstante o acima referido a propósito da nossa dependência relativamente aos países da União Europeia, começar a ser visível uma tendência de diversificação dos destinos.
Na verdade, o já mencionado aumento de 9% das nossas vendas ao exterior foi conseguido na sua totalidade à custa de ganhos de quotas de mercado em países fora da União Europeia.
Na União Europeia, os valores de 2012 são praticamente idênticos aos do ano transato, não tendo havido qualquer crescimento.
Já fora desse espaço geográfico, a variação dos números foi claramente em sentido ascendente, tendo sido registado um crescimento superior a 50%.
Houve subidas verdadeiramente notáveis em países do Médio Oriente, como por exemplo a Arábia Saudita (54,3%), o Kuwait (2062%), o Egito (51,3%) ou Israel (68,1%).
E também em países da América do Sul, como a Argentina (105%), o Brasil (67%), a Colômbia (228%), o Peru (68,5%) ou a Venezuela (479%).
Estes números não têm paralelo com nenhum dos anos anteriores. Na maior parte dos casos, trata-se de mercados que apenas agora as empresas estão a conseguir desbravar.
As nossas empresas estão claramente a evoluir no bom caminho. Perceberam a tempo que não poderiam estar concentradas em clientes europeus e trataram de explorar novos mercados.
Os números revelados no estudo a que aqui faço referência, indiciam que as empresas começam a colher os frutos do seu trabalho de prospeção.
Enquanto Presidente da Direção da AIMMAP faço questão de saudar este notável resultado dos nossos exportadores, estimulando-os a prosseguir a afirmação dessa estratégia de diversificação dos destinos das suas exportações. E gostaria também de incentivar aqueles que eventualmente estejam um pouco mais atrasados nesse processo a seguir e até a copiar os bons exemplos a que possam ter acesso.
A AIMMAP aqui estará sempre disponível para apoiar as suas empresas, também neste domínio específico.
Ninguém melhor do que nós poderá conseguir colocar as empresas em contacto umas com as outras no sentido de partilharem experiências e criarem sinergias.
Já o temos feito inúmeras vezes nos mais diversos domínios e inclusivamente na área da internacionalização. Mas queremos ser desafiados a fazer cada vez e melhor.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Sobre o Código do Trabalho
Na edição do “Metal”, publicada como suplemento da edição de 27 de julho de 2012 do jornal “Vida Económica”, o presidente da direção da AIMMAP, Aníbal Campos, abordou no seu editorial a questão relativa às alterações efetuadas ao Código do Trabalho.
Chamando a atenção para a importância da matéria em questão, não deixou de alertar para o facto de não dever haver ilusões excessivas quanto ao impacto que estas alterações irão ter na resolução dos principais problemas com que as empresas portuguesas se confrontam.
Considerando a pertinência do texto, transcreve-se nas linhas subsequentes o conteúdo do referido editorial.
"Alterações ao Código do Trabalho
Publicamos no interior desta edição um trabalho a respeito das principais alterações que a Lei n.º 23/2012, de 25 de junho, veio introduzir ao Código do Trabalho.
No essencial, essas alterações irão entrar em vigor no próximo dia 1 de agosto, ainda que seja certo que as questões relacionadas com a redução dos feriados e a eliminação do acréscimo de dias de férias apenas vigorarão a partir de 1 de janeiro do próximo ano.
Aproveito para relembrar que, no decurso do presente mês, a AIMMAP realizou, no Porto e em Aveiro, duas concorridas sessões de esclarecimento a propósito desse mesmo assunto.
E faço finalmente questão de sublinhar que o nosso departamento jurídico tem estado permanentemente em contacto com os associados da AIMMAP no sentido de os informar sobre as alterações mais relevantes ao referido Código.
Como seria de esperar, a AIMMAP está a efetuar todas as diligências necessárias para que os seus associados estejam devidamente informados acerca de matérias que para os mesmos se revestem naturalmente da maior importância.
E podem contar as nossas empresas com a continuação desse trabalho de esclarecimento durante todo o presente ano de 2012. Iremos seguramente realizar mais sessões de esclarecimento e seminários, publicar novos trabalhos no Metal e na TecnoMetal e, em, geral, levar a efeito todo o tipo de iniciativas que sejam suscetíveis de contribuir para o enriquecimento da informação de todos os sócios.
Na verdade, esta é uma matéria fundamental para as empresas portuguesas e para as nossas empresas em particular.
Não obstante, é bom que não tenhamos ilusões de que as alterações ao Código não serão nenhuma panaceia para os inúmeros problemas que afetam a economia.
É verdade que algumas das novas matérias podem contribuir para reforçar a nossa competitividade. Basta pensar a esse respeito nas questões relacionadas com a redução do custo do trabalho suplementar, o aperfeiçoamento da organização do tempo de trabalho, a simplificação dos processos de lay-off ou o aumento do tempo útil de trabalho através da diminuição de feriados e a eliminação do acréscimo de dias de férias.
Contudo a legislação laboral não é seguramente o maior problema das nossas empresas, as quais seriam ainda mais competitivas caso se reduzisse os custos de energia e, principalmente, se se facilitasse o acesso ao crédito.
Pelo que, como faço acima questão de sublinhar, importa relativizar o entusiasmo. Registamos com agrado o facto de o poder político ter sido sensível às dificuldades das empresas e da própria economia. Mas importa continuar a trabalhar cada vez mais no sentido de se conseguir encontrar soluções para os principais problemas do país.
Há medidas recentemente tomadas que são claramente positivas. Mas se o estado insistir em consumir os recursos do país de forma tão desabrida como o tem continuado a fazer, a eficácia de tais medidas esboroar-se-á muito rapidamente.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
Chamando a atenção para a importância da matéria em questão, não deixou de alertar para o facto de não dever haver ilusões excessivas quanto ao impacto que estas alterações irão ter na resolução dos principais problemas com que as empresas portuguesas se confrontam.
Considerando a pertinência do texto, transcreve-se nas linhas subsequentes o conteúdo do referido editorial.
"Alterações ao Código do Trabalho
Publicamos no interior desta edição um trabalho a respeito das principais alterações que a Lei n.º 23/2012, de 25 de junho, veio introduzir ao Código do Trabalho.
No essencial, essas alterações irão entrar em vigor no próximo dia 1 de agosto, ainda que seja certo que as questões relacionadas com a redução dos feriados e a eliminação do acréscimo de dias de férias apenas vigorarão a partir de 1 de janeiro do próximo ano.
Aproveito para relembrar que, no decurso do presente mês, a AIMMAP realizou, no Porto e em Aveiro, duas concorridas sessões de esclarecimento a propósito desse mesmo assunto.
E faço finalmente questão de sublinhar que o nosso departamento jurídico tem estado permanentemente em contacto com os associados da AIMMAP no sentido de os informar sobre as alterações mais relevantes ao referido Código.
Como seria de esperar, a AIMMAP está a efetuar todas as diligências necessárias para que os seus associados estejam devidamente informados acerca de matérias que para os mesmos se revestem naturalmente da maior importância.
E podem contar as nossas empresas com a continuação desse trabalho de esclarecimento durante todo o presente ano de 2012. Iremos seguramente realizar mais sessões de esclarecimento e seminários, publicar novos trabalhos no Metal e na TecnoMetal e, em, geral, levar a efeito todo o tipo de iniciativas que sejam suscetíveis de contribuir para o enriquecimento da informação de todos os sócios.
Na verdade, esta é uma matéria fundamental para as empresas portuguesas e para as nossas empresas em particular.
Não obstante, é bom que não tenhamos ilusões de que as alterações ao Código não serão nenhuma panaceia para os inúmeros problemas que afetam a economia.
É verdade que algumas das novas matérias podem contribuir para reforçar a nossa competitividade. Basta pensar a esse respeito nas questões relacionadas com a redução do custo do trabalho suplementar, o aperfeiçoamento da organização do tempo de trabalho, a simplificação dos processos de lay-off ou o aumento do tempo útil de trabalho através da diminuição de feriados e a eliminação do acréscimo de dias de férias.
Contudo a legislação laboral não é seguramente o maior problema das nossas empresas, as quais seriam ainda mais competitivas caso se reduzisse os custos de energia e, principalmente, se se facilitasse o acesso ao crédito.
Pelo que, como faço acima questão de sublinhar, importa relativizar o entusiasmo. Registamos com agrado o facto de o poder político ter sido sensível às dificuldades das empresas e da própria economia. Mas importa continuar a trabalhar cada vez mais no sentido de se conseguir encontrar soluções para os principais problemas do país.
Há medidas recentemente tomadas que são claramente positivas. Mas se o estado insistir em consumir os recursos do país de forma tão desabrida como o tem continuado a fazer, a eficácia de tais medidas esboroar-se-á muito rapidamente.
Aníbal Campos
Presidente da Direção da AIMMAP"
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Aumento das exportações no setor metalúrgico e metalomecânico
O Vice-Presidente Executivo da AIMMAP, Rafael Campos Pereira, esteve presente no último programa Prós e Contras da RTP1 no passado dia 16, testemunhando a dinâmica do sector metalúrgico e metalomecânico, que já é responsável por cerca de 1/3 das exportações da indústria transformadora nacional, tendo crescido 18% em 2011 e 13% nos primeiros 5 meses deste ano. Causas do sucesso deste resultado, a cooperação empresarial, as instituições de de referência de apoio ao sector como o CENFIM e o CATIM, e a importância da indústria, da inovação e da internacionalização foram alguns dos temas abordados.
No painel do programa estiveram José Manuel Fernandes, Presidente da FREZITE, Paulo Oliveira, Administrador da Bosch Termotecnologia, António Melo Pires, Director Geral da Volkswagen Autoeuropa e Pedro Reis da AICEP.
Link RTP - 2ª parte Programa "Prós e Contras" - 16.07.2012
No painel do programa estiveram José Manuel Fernandes, Presidente da FREZITE, Paulo Oliveira, Administrador da Bosch Termotecnologia, António Melo Pires, Director Geral da Volkswagen Autoeuropa e Pedro Reis da AICEP.
Link RTP - 2ª parte Programa "Prós e Contras" - 16.07.2012
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